Atualizar...

Hoje, na verdade nas ultimas semanas, sempre perguntam-me: por que vc nao atualiza seu blog, nao posta mais nada? Mas hoje em particular, fui questionada por uma pessoa que tem sido responsavel por alavancar em mim um processo de maior organizacao. Eh um exemplo que tenho aprendido e que surpreende-me a cada dia. Quando fui questionada por aquela voz, algo dentro de mim se iluminou. Afinal de contas, ela questionou-me afim de uma resposta.

Esta pergunta fez-me refletir... Por que nao tenho dividido o que eh essencial? Este espaco, este blog, sempre foi um local de movimentos importantes, de transposicao de momentos marcantes... Como estou hoje, o que tenho para dizer agora? Eh claro que parte da minha ausencia mais longa e presente se dah por razao dos pequenos surtos de desabafo no FB. Mas isto aqui eh outra coisa... No fundo, sei que eh porque estou numa fase boa e menos angustiada. Mas... Este nao seria mais um motivo para eu voltar aqui para aliviar e perceber que podemos viver e falar sem estar em funcao das angustias e das crises? Vivo tao pouco sem elas... Por que nao escrever e me rever? Deve ser bom posteriormente ser inspirada por isto e saber como voltar. Ver que eh possivel viver com mais prazer e tranquilidade.

Voltei aqui para rever e atualizar...

Sim! Estou novamente num ciclo marcante. Inicio um novo processo criativo de pesquisa. Mergulhando novamente no fundo da minha alma para colocar-me a disposicao de um novo processo, de uma nova personagem. Nao sei ainda qual serah. Mas sei que neste novo projeto terei que encarar um desafio, que nada mais eh o que jah faco normalmente como atriz, mas de forma bem mais direta.
A busca em compreender o momento que transformo-me em minha agente para realizar o que desejo. Buscar estes momentos em que o agente eh imoral e que, mesmo sabendo disso, uso meu agente para realizar o que desejo.
Olhar para a minha propria vida e reconhecer em mim minhas proprias traicoes e sabotagens, encarar minhas visoes movidas pelas paixoes, desejos e loucuras. Encarar meu intimo. Entender o que estah na cabeca e nao no lugar exato. Transformar, transformar, transformar e novamente perdoar-me...

Obrigada Angela querida... Vc eh inspiradora!!!!

Volto jah...

Beijos com amor...

Daniela Rocha Rosa

Pescoço

Desejo cortante
Poder caprichoso
Mimado querer
Agua de fonte seca
Brota em milagre
Garra descontrolada
Fraqueza abraçada
Sobra a sobra
Realidade assombrada
Fio da navalha
Pés descalços
Vigilia constante
Inconstante certeza
Fascinação esmeraldica
Ato do desato
Vida em roda
Crescer
Encolher
Julgar-me por ser
Julgam-me ser
Minha frágil fortaleza
Viceras expostas
Noite, dia
Dia, noite
Roda em Vida
Tudo não é nada
Nada é tudo
Vicio abstinente
Co-dependencia
Irresponsabilidade responsável
Presente em mãos
Desesperar o esperado
Insegura felicidade
Partitura desfeita
Passos que pisoteiam
Jogo, luta
Chance de ação
Cheio, vazio
Operação cardíaca
Pedaço rubi
Movimento
Expurgar
Retiro
Exercício da prática
Acasalamento do amor
Músculos oscilantes
Sim e não
Não e sim
Desconfortante
Desagradante
Abismo
Sempre escuridão
Na razão sem luz
Solitude
Na pele em flor
Fragmentos
Saudades

DRR

Grita senhora razão...

Um novo mundo
Novo interior
Calmo, livre, silencioso
Sem o grito de dor, sem pressões
Um mundo de paz
Calma
Que eu possa escolher a dança
Que eu sinta-me parte inteira de mim mesma
Mais conforto
Sair da vertigem da gangorra
Chega de tantos portais
Velhas referências
É importante eu sei
Mas sinto-me cansada
Exausta sem lar
Uma figura louca num mundo vazio
Frio, frio, muito frio
Gelado
É umido e triste
Engano-me colocando mundos exteriores
Dentro do meu mundo?
Não, é cuidar de qual mundo
De qual mundo deve chegar
Que sejam bem-vindos
Mas meu mundo é tão frágil
Que quando o abro
Escancaro os portais da minha alma
Fico tão nua, tão nua
Por que? Por que?
Sentir tanto assim
Silencia esta voz
Grita senhora razão
Emudece esta dor que não cala
Vai passar, vai passar
Vai passar tudo?
Quero somente algumas partes
Juntas
Reunidas
Vou cuidar de ti...

Enquanto Amor

Dura
Dor
Du
Ra
Dor
Dora
Du
Ud
Ar
Od
Roda
Rud
Durador

Bom dia...

DRR

Manhã Azul Amada

Manhã azul esfumaçada
Sopre os ventos desta imensidão que desagua
Leva pra bem longe o momento vulcanico que me toma em larvas
Se preciso, vá, escorra até o fim deste minuto
Para que o calor se dissipe
Leve pra bem longe o que já se faz distante
Sopre em meus cabelos um vento fresco
Que a brandura do frescor da vida amada
Seja minha oração
Que o amor dos meus amores
Seja eterno
Eterno enquanto durar os ventos
Celeste enquanto durar meu tempo
Doce enquanto durar meu ar
Tempestades, sejam apenas para dissipar as larvas
Enquanto escorro sem desejo
Manhã azul molhada
Deixa-me serena para viver, amar, criar e trabalhar
Grata sou por existir na pequenez do grande mundo
Manhã azul
Verdejante, brilhante
Acolha-me e lança-me ao estado da paz e do desespero
Leve-me ao não espero
A serenidade de ser e existir
Existir como algo único que pode
Ser instrumento de paz e amor
Loucura
Seja minha amiga, minha amada
Você é velha conhecida
Escorra junto com as larvas e deixe-me
Deixe-me está manhã amada...

DRR

Estar, Amém

Estar
Correr redondo, para o mundo
Único, lúdico vertical
Aspiral
Fluida articulada dança
Translúcidos giros em redomas
Acolher-se si
Sentir
Solitude amada
Amado o outro
Alma enobrecida e grata
Corpo
Secretamente penetrante
leva-me às janelas silencioso
Oferece-me o mais escuro clarão
O mais claro olhar
Mundo
Inebriante perfume, essência
Vermute, laranja, amora
Doce, Losna
Luz
Celeste sentido
Doce do viver
Aconchego do lar
Gosto de Céu
Divino
Deus
Eu
Tu
Ele
Nós
Vós
Eles
Amém.


DRR

Elogio ao amor

Queridos,

Copiei do blog de um amigo bem querido... Valeu Alfredo...
Para mim, este texto faz todo sentido... Amei ter lido... A quem for ler, abra o coracao e desamorteça para amar.

Beijo,

DRR


Elogio ao amor

texto brilhante de miguel esteves cardoso

“quero fazer o elogio do amor puro. parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. já ninguém quer viver um amor impossível. já ninguém aceita amar sem uma razão. hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
porque dá jeito. porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
porque se dão bem e não se chateiam muito. porque faz sentido.
porque é mais barato, por causa da casa. por causa da cama. por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”.
o amor passou a ser passível de ser combinado. os amantes tornaram-se sócios. reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. o amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. a paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. o amor tornou-se uma questão prática. o resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá tudo bem,tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. já ninguém se apaixona? já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
o amor é uma coisa, a vida é outra. o amor não é para ser uma ajudinha. não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. odeio os novos casalinhos. para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. o amor fechou a loja. foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
amor é amor.
é essa beleza.
é esse perigo.
o nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. tanto pode como não pode. tanto faz. é uma questão de azar. o nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
o amor é uma coisa, a vida é outra. a vida às vezes mata o amor. a”vidinha” é uma convivência assassina. o amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. o amor puro é uma condição. tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. o amor não se percebe. não dá para perceber. o amor é um estado de quem se sente. o amor é a nossa alma. é a nossa alma a desatar. a desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. o amor é uma verdade. é por isso que a ilusão é necessária. a ilusão é bonita, não faz mal. que se invente e minta e sonhe o que quiser. o amor é uma coisa, a vida é outra. a realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. a vida que se lixe.
num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. ama-se alguém.
por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. o coração guarda que se nos escapa das mãos. e durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o
amor que se lhe tem. não é para perceber. é sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. não se pode ceder. não se pode resistir.
a vida é uma coisa, o amor é outra. a vida dura a vida inteira, o amor não. só um mundo de amor pode durar a vida inteira. e valê-la também.”

O Paradoxo: 2 Portas

Me perco, me iludo, me meto entre duas portas
O paradoxo inevitável, existe muito vivo
Vem antagonigamente, materializado lindamente
Céu e inferno
Sem bem, nem mal

Perdicao, doce ilusao, meter-me a brincar
Correr entre as portas abertas
Espiar o vento como se soprasse
Somente em meus cabelos
Prazer e dor
Sem corpo, nem alma

Bendito seja o negligente perdido
Que até o fim, mantem-se docemente iludido
Não se percebe
Mete-se
Corre com o vento
Como se soprasse somente em seus cabelos
Como se importasse somente os seus desejos

Amar a vida é também saber amar
Encontrar o seu qualquer jeito
Hoje, brincando corro com o vento
Meto-me a brincar sem rumo
Como é doce a ilusão... Agradeço!
Vale a pena
Canso de tanto correr e durmo

Quando durmo, meu sono bendito
Me põe criança ainda a correr
Sempre com a sensação do vento
Acordo e sinto o vento
Aqui somente eu, eu e meu silêncio
Eu, meu silêncio e o vento
Somos nós 3
Eu, nós 3, metidos entre as portas

Docemente negligente
Apredendo, amando e brincando
Aprendo com vento
Nem céu, nem inferno
Apenas uma intenção pura de alma, de amor

Sempre o paradoxo
Inevitável existência viva e pulsante
Vivo, Viva!
Agradeço e o amo, ventre
Qual a culpa?
Está além do que se pode querer
É a vida e o viver
Com amor e gratidão, sempre...

Bom dia!

DRR

Nada disto é Meu

Nada do que eu digo vale a pena...
As vezes acho que vale a pena tentar o tudo
Deixar-me envolver por novos caminhos,
Abrir o forte espirito para se entender o fraco
Levantar e saber que tudo faz parte do tudo
E que vivo para o tudo, para o mundo
Aih, tudo neste mundo vale a pena?
Se eu escolher as cores e deixar-me fundir
Com a generosidade que se tem uma criança ao nascer?
Será que abrir os olhos é abrir mão do que se acha que é?
E quem sou?

As vezes acho que vale a pena tentar o tudo...
E na solidão envolvente me deixar viver.
Sou parte do nada?
Queria varrer estes pensamentos de mim
Apenas viver
Abrir os olhos e viver
Com a generosidade de uma criança que abre os olhos ao nascer.
As vezes, até acho que vale a pena tentar...
Livrar-se, viver...
Livrar-se de que?
Do que fui até este segundo?
Melhor calar.
Acho melhor calar e colocar-me frágil
Com a força da fragilidade necessária para ouvir este momento
Apenas reflexões banais. Entender-me...

Impossível?
Não, possível. Melhor, po-ssí-vel.
Ou, possívelmente enlouquecerei o quanto mais eu falar
Falo a mim, baixinho e me espanto
Nem sempre, nem sempre vale a pena falar...
Jogo fora este surto, este momento, este pensamento
Nada disso me pertence...

Depois o lerei e isto será parte de um nada
Um momento que se foi e que possivelmente
Abrirei os olhos e as cores serão outras...

Deixo a quem quiser... nada disto é meu!

O telefone tocou...

Aih mundo, vasto mundo...

Daniela Rocha Rosa
"NÃO SEI... Não sei... se a vida é curta...
Não sei... Não sei......
Ver mais se a vida é curta ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,
nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar."

Cora Coralina

Depois da Chuva



Da janela ouço o vento, a chuva, a rua, o pneu dos carros no asfalto molhado, o alarme disparado
Ouço...
De dentro ouço o calar da minhalma, o estalar dos meus ossos, o som do meu sopro na garganta enquanto susurro palavras
Ouço...
Ouço o ar, mil pensamentos infrutíferos, aflorando risadas perdidas, tempo louco, lembranças que inspiram meu sopro
Ouço...
Janela aberta batendo, paisagem rouca
Ouço...
Milhares de mundos abertos, sombras, amores, prazeres, dores, amor, vejo feridas da mesma cor
Ouço...
Um silêncio incomodo dum dia perturbadoramente quieto, muito, muito inquieto
Ouço...
O novo, nunca ouvido, barulhos, sons estridentes, carros, motor, água levando
Ouço
Água entrando, calma, fresca, varrendo, jorrando, molhando meu chão
Ouço...
Alívio, pés molhados, meu peito escorrendo, derretendo, refrescado
Depois da chuva, alma lavada...

Boa noite...(verão 2010)

DRR

Dorotéia...



ESTREIA: DOROTEIA, DE NELSON RODRIGUES

Enfim, após 8 meses de pesquisa eis que estréia "Dorotéia", de Nelson Rodrigues, com direção de Eloisa Vitz, minha assistencia de direção e também de Elam Lima.
O espetáculo é realmente o trabalho mais desafiador, para mim, não somente nestes 9 anos de Grupo Gattu, como também em toda minha carreira como atriz. Acredito que a força e a delicadeza inovadora na direção e nas interpretações estão trazendo um caráter todo especial para a peça, aliados as imagens construidas que nos ligam com nosso lado mais intimo com bastante sutileza. Uma obra de arte! Espero por vcs.

Estréia dia 05 de setembro
Teatro Gil Vicente - Av. Rudge, 315 - Campos Eliseos (dentro do prédio da UNIBAN)
Sábados às 21h e domingos às 20h
Ingressos: R$ 30,00 (www.gattu.com.br)

Beijos

Dani Rocha Rosa

Águas nunca passam

O que me resta se eu não for aquilo que acredito que sou?
O que fazer com tudo que me surge em mente?
Informações que chegam aos sentidos sem alguma explicação
Me faz os poros transpirar...
A carne treme, a alma sente, nada se explica claramente
Largo rio de pequenas flutuacões
Quando chega este momento, percorro as águas, luto contra o vento
Arrasto razões, procuro noções e nada vejo
Creio que o tudo e o nada são a mesma coisa
Nada vejo, senão a mim mesmo
Tudo vejo, além de mim mesmo
Pequena flutuação num rio indecifravel
Sem Norte nem Sul
Multicores tingindo o meu olhar
Reflexo no além que espanta
Dentro de mim, somente o rio
Aguas que vem e vão numa sequencia inexplicável
As vezes correnteza, as vezes calmaria e as vezes maré baixa
Mas é sempre, só água.

Boa noite/

DRR

Secreta Alma Lavada

Não trabalho, não como, não durmo
Num vazio desconhecido perambulo
Vazio tão vazio que cabe tudo
Um pouco do tudo, desconhecido novo mundo
Um pouco inconstante um muito aspirante
Gélido... vazio constante
Tremula... clarividência da minha alma
Minha frágil casa vazia
O tudo vem, me varre como um rio
Acalorado, denso e quente
Me arrasta, leva tudo
Não sobrou nada
Suja e lava
Revela o meu nada
Escancara o meu vazio
Não trabalho, não como e não durmo
Depois lavrada, nasce tudo
Forte, firme, nova e feliz. O que?
Talvez a vacilante e forte
Raiz insconstante, mis-te-ri-o-sa: secreta alma.

Boa noite

DRR

Desejosa temperatura da alma...

Desabafo, só um bafo, um desabado no quarto frio que encontro solitário
Um encontro com o vazio, com desabado momento moral
Uma escolha e um arrepio que num bafo torna quente ou frio o momento do vazio
Sem consolo, com o solo me solo num encontro solitário de um abafado vazio
Vazio de consolo num encontro desejado mas que causa arrepio
Só a baforada do tempo e o encontro solitário me trará quente o momento vazio
Vazio desconsolo que abre espaço para o novo bafo, abafado, desabafo quente, muito quente
Muito frio, quente, frio, frio e quente, quente de arrepio
Hoje noite abafada e solitária, vazia ainda de minha presença
Puro desabafo ensaiando para o novo bafo nem quente, nem frio, nem que causa extremo arrepio
Desejoso bafo eterno que sopra os extremos a cada...desejosa temperatura da alma. Te espero calma.

Boa noite.

Bj

DRR

Poesia para Dani

"Olhos enigmáticos,
penetrantes,
que revelam apenas o que nos deixa ainda mais inquietos:
uma fresta de sua alma multipla,
infinta
e inconstante.
Olhos de Dani,
desconsertantes."

por Andréa Bucci